O que acontece quando colocamos um estudante diante de um problema que ele ainda não sabe como resolver? As olimpíadas acadêmicas criam justamente esse tipo de situação. Elas desafiam os estudantes a mobilizar conhecimentos, testar caminhos e buscar soluções para questões que muitas vezes vão além daquilo que encontram na rotina escolar. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) considera essas competições instrumentos de “popularização da ciência e de difusão da educação científica”, além de reconhecê-las como parte das iniciativas voltadas à melhoria do ensino na Educação Básica. É por isso que, aqui no Asther, incentivamos nossos alunos, do 2º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, a participar de diferentes olimpíadas ao longo do ano.
Em uma olimpíada, nem sempre o estudante encontra uma questão que pode ser resolvida aplicando diretamente aquilo que aprendeu em sala de aula. Muitas vezes, é preciso interpretar o problema, testar possibilidades, estabelecer relações, persistir diante de uma dificuldade e encontrar uma estratégia própria para chegar à solução. É essa experiência que consideramos importante. Aprender também significa encontrar caminhos criativos para um desafio.
Participar de uma olimpíada não deve ser uma experiência reservada aos alunos que já demonstram facilidade em determinada área. Esse é um ponto especialmente importante para nós. Quando convidamos uma turma a participar, sabemos que cada estudante vai se relacionar com a experiência de uma maneira diferente. Alguns podem se destacar e conquistar uma medalha. Outros podem descobrir uma habilidade que ainda não conheciam ou perceber que conseguem avançar diante de uma questão que, no início, parecia difícil. Há também quem participe pela primeira vez, encontre dificuldades e, ainda assim, saia dessa experiência com uma nova relação com aquela área do conhecimento.
Por isso, não queremos que as olimpíadas funcionem como uma divisão entre quem “sabe” e quem “não sabe”. Queremos que elas sejam mais uma oportunidade para os estudantes experimentarem seus conhecimentos, perceberem seus avanços e descobrirem do que são capazes.
Inclusive, as olimpíadas também podem abrir portas para interesses que ainda não haviam aparecido na trajetória escolar do estudante. Ao entrar em contato com problemas, perguntas e conhecimentos mais específicos, ele pode descobrir uma área que desperta sua curiosidade e querer conhecê-la melhor. Matemática, Química, Astronomia, Física, Biologia e Robótica são alguns dos campos contemplados pelas competições científicas no Brasil, criando diferentes possibilidades de aproximação com a ciência.
O CNPq reconhece as olimpíadas científicas como instrumentos de popularização da ciência, de educação científica e de identificação de novos talentos. Para nós, oferecer esse contato significa permitir que nossos alunos explorem diferentes áreas do conhecimento e tenham a oportunidade de descobrir interesses que talvez não surgissem apenas nas experiências cotidianas da sala de aula.
Para alguns estudantes, a participação também pode abrir caminhos para a continuidade da formação. Algumas universidades brasileiras já oferecem modalidades de ingresso destinadas a estudantes que se destacam em olimpíadas acadêmicas e científicas, reconhecendo essas conquistas como parte de suas trajetórias escolares. A medalha pode representar uma conquista importante, mas também pode se transformar em uma oportunidade para seguir estudando uma área de interesse no Ensino Superior.
É por isso que incentivamos nossos alunos a participar. Queremos que eles tenham acesso a experiências que ampliem suas possibilidades durante a escola e que, em alguns casos, também possam fazer parte dos caminhos que escolherão depois dela.


